Em que período o açúcar foi suplantado pelo café na pauta do valor das exportações do Brasil?

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O Brasil no contexto do capitalismo internacional 1889-1930

Revista Mexicana de Sociología

Vol. 36, No. 3 (Jul. - Sep., 1974)

, pp. 547-593 (47 pages)

Published By: Universidad Nacional Autónoma de México

https://doi.org/10.2307/3539491

https://www.jstor.org/stable/3539491

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Journal Information

Revista Mexicana de Sociología, founded in 1939, is the oldest social sciences journal in Mexico and Latin America. Published from its inception by the Instituto de Investigaciones Sociales de la Universidad Nacional Autónoma de México, it is a notable contributor to the sociological productions theorized and observed in Hispanic speech.

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UNAM specializes in the areas of arts and entertainment, applied science, history, language, literature, philosophy, psychology, pure sciences, and social sciences.

O café foi o principal produto de exportação da economia brasileira durante o século XIX e o início do século XX, garantindo as divisas necessárias à sustentação do Império do Brasil e também da República Velha.

As raízes do café no Brasil foram plantadas no século XVIII, quando as mudas da planta foram cultivadas pela primeira vez, que se tem notícia, por Francisco de Melo Palheta, em 1727, no Pará. A partir daí, o café foi difundido timidamente no litoral brasileiro, rumo ao sul, até chegar à região do Rio de Janeiro, por volta de 1760.

Entretanto, sua produção em escala comercial para exportação ganhou força apenas no início do século XIX. Tal dimensão de produção cafeeira só foi possível com o aumento da procura do produto pelos mercados consumidores da Europa e dos EUA.

O consumo de café no continente europeu e no norte da América ocorreu após a planta percorrer, desde a Antiguidade, um trajeto que a levou das planícies etíopes africanas até as mesas e xícaras dos países industrializados do século XIX. Mas para isso foi necessária uma expansão de seu consumo pelo Império Árabe e pelo mundo islâmico, sendo posteriormente apresentada aos europeus, que tornaram seu consumo mais expressivo por volta do século XVII.

A produção do café no Brasil expandiu-se a partir da Baixada Fluminense e do vale do rio Paraíba, que atravessava as províncias do Rio de Janeiro e de São Paulo. A cafeicultura no Brasil beneficiou-se da estrutura escravista do país, sendo incorporada ao sistema plantation, caracterizado basicamente pela monocultura voltada para a exportação, a mão de obra escrava e o cultivo em grandes latifúndios.

Nessa região do Brasil, a produção cafeeira beneficiou-se do clima e do solo propícios ao seu desenvolvimento. O fato de ser rota de transporte de mercadorias entre o Rio de Janeiro e as zonas de mineração contribuiu também para a adoção da lavoura cafeeira, já que parte das terras estava desmatada, facilitando inicialmente a introdução das roças de café e beneficiando o escoamento da produção através das estradas existentes.

Os capitais iniciais para a produção do café vieram dos próprios fazendeiros e comerciantes, principalmente os que conseguiram acumular capital com o impulso econômico verificado após a vinda da Família Real ao Brasil, a partir de 1808.

As técnicas de produção de café eram simples. Inicialmente se desmatavam terras onde era necessário expandir as áreas agricultáveis para a colocação das mudas da planta. Estas demoravam cerca de cinco anos para começar a produzir. Nesse tempo, outras culturas eram plantadas em torno dos cafezais, principalmente gêneros alimentícios. Para a conservação das plantas, eram necessárias apenas enxadas e foices. A colheita era feita manualmente pelos escravos, que, após essa tarefa, colocavam os grãos do café para secar em terreiros. Uma vez seco, o café era beneficiado, retirando-se os materiais que revestiam o grão através de monjolos, máquinas primitivas de madeira formadas por pilões socadores movidos a força d’água.

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Após esse processo, o café era transportado nos lombos das mulas para o porto do Rio de Janeiro, de onde era exportado. Mas o aumento da produção cafeeira e os lucros decorrentes dela levaram ao início do processo de modernização da economia e da sociedade brasileira.

Um dos exemplos mais marcantes dessa modernização esteve na construção de ferrovias para o transporte do café, o que aumentou a velocidade do transporte e interligou algumas regiões do Império, principalmente após a expansão das lavouras para as terras roxas localizadas no chamado Oeste paulista, intensificada após a década de 1860. Tal situação levou ainda ao fortalecimento do Porto de Santos como principal local de escoamento da produção.

Em que período o açúcar foi suplantado pelo café na pauta do valor das exportações do Brasil?

Embarque do café no Porto de Santos, em fotografia de 1880 feita por Marc Ferrez (1843-1923)

Em 1836 e 1837, a produção cafeeira superou a produção açucareira, tornando o café o principal produto de exportação do Império. Os grandes latifundiários produtores de café, os chamados “Barões do café”, enriqueceram-se e garantiram o aumento da arrecadação por parte do Estado imperial.

Surgiram ainda os chamados comissários do café, homens que exerciam a função de intermediários entre os latifundiários e os exportadores. Além de controlarem a venda do produto, garantiam aos latifundiários acesso a créditos para a expansão da produção e também viabilizavam a compra de produtos importados.

O café foi, dessa forma, um dos principais esteios da sociedade brasileira do século XIX e início do XX. Garantiu o acúmulo de capitais para a urbanização de algumas localidades do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo e cidades do interior paulista, além de prover inicialmente os capitais necessários ao processo de industrialização do país e criar as condições para o desenvolvimento do sistema bancário.


​Por Me. Tales Santos

Quando começou a produção de açúcar no Brasil?

O açúcar nasceu na Ásia no século 5, atravessou continentes, já foi artigo de luxo na Europa e chegou ao Brasil no século 16, onde, até hoje, exerce importante papel na economia do país.

Por que o açúcar foi escolhido para ser no Brasil?

Justificativas para o plantio de cana-de-açúcar clima e solo favoráveis no Brasil - solo massapê e clima quente e úmido quase que o ano todo; domínio das técnicas; alta lucratividades - o açúcar era considerado uma especiaria fina na Europa e, por isso, altamente lucrativa.

Foi com o capital gerado pelo café que começou no Brasil a _________________________?

Resposta. A acumulação de capital ia gerada favoreceu o desenvolvimento industrial paulista.

O que podemos concluir sobre a exportação brasileira de café açúcar e borracha no século 19?

Resposta verificada por especialistas Segundo a tabela Produtos brasileiros de exportação (%), o café era o principal produto de exportação no século XIX, chegando aos 60% entre 1881 – 1890, ultrapassando as vendas internacionais do açúcar e da borracha.